Corporação Musical de Quatis

História

A Corporação Musical foi fundada em 31 de março de 1968. Seu idealizador e primeiro presidente foi Sebastião Martins Gonçalves. Ele convidou para uma primeira reunião, em 28/03/1968, os senhores Theófilo Xavier, Gumercindo Bento dos Prazeres e mais José Carlos Oliveira, José Germano de Almeida, Francisco Araújo Batista, José Leite e Antônio de Paula Pacheco. Três dias após, em 31 de março de 1968, formava-se a primeira diretoria assim composta:

Presidente: Sebastião Martins Gonçalves
Vice-presidente: Francisco Fonseca
Primeiro secretário: José Milton Alves
Segundo secretário: João de Mesquita Resende
Primeiro tesoureiro: Miguel Ângelo de Carvalho
Segundo tesoureiro: Antonio de Paula Pacheco
Diretor social: José Germano de Almeida
Vice-diretor social: Antonio de Paiva
Conselho fiscal: Titulares – José do Nascimento e José Carlos Porto | Suplentes – Theófilo Xavier e Clóvis Leite

O nome de Corporação Musical Nossa Senhora do Rosário foi sugestão do Sr. Gumercindo Bento dos Prazeres em homenagem à padroeira local.

O primeiro maestro foi o Sr. Ramiro José Vicente. Interessante destacar sua orientação para que os alunos se adaptassem aos ritmos e andamentos musicais: fazia uma marcha a Porto Real todo fim de semana. O Sr. José Pinto foi o segundo maestro. Trabalhou muito e, por diversas vezes, sem remuneração. Com seu falecimento assumiu o Sr. Cassiano e, a seguir, o Sr. José Amador. Nos intervalos, quem assumia a frente da corporação era o Sr. Francisco Araújo Batista.

Em Ribeirão de São Joaquim, aconteceu sua primeira apresentação, a qual rendeu algum dinheiro (10% para os músicos e o restante para ressarcir o Sr. Floresta de gastos anteriores). Essa apresentação deveu-se a convite do Sr. Aliata, que exigia a presença da banda em todas as festas por lá realizadas. Tocavam também em eventos cívicos e sacros, tanto em Quatis quanto fora daqui.

Nos anos 1970, o Sr. Antonino Sampaio (Magé) foi maestro da banda, mas por pouco tempo. Por falta de recursos para manter um maestro, decidiram permanecer sem atividades por mais ou menos dois anos. Em julho de 1975, em festa no bairro Mirandópolis, tocaram após convencer o Sr. Theófilo a emprestar os instrumentos. O Sr. Francisco Araújo decidiu não devolvê-los, por lembrar-se que o fundador, antes de morrer, pediu para que não deixassem a banda acabar. Para amenizar essa apropriação e alguma providência contra sua pessoa, o Sr. Francisco convidou o Sr. Rui Xavier, filho do Sr. Theófilo, para dividir com ele as responsabilidades de direção da banda. Estudou muito, alugou imóvel por sua conta e passou aos companheiros o que aprendera.

Com a emancipação do município, a Corporação Musical passou por altos e baixos. No primeiro mandato, não houve ajuda alguma. Com o segundo prefeito, assinou com a prefeitura um convênio, passando a participar de diversas atividades e a receber cestas básicas. Com a eleição do terceiro prefeito, perdeu o que havia conquistado e ficou inativa por quatro anos. Com o retorno de Alfredo José de Oliveira para a prefeitura, renovaram a parceria até ao final de seu mandato: uma cesta básica por mês, vale transporte para os músicos vindos de fora.

De meados de 2011 a final de 2013, a Prefeitura Municipal contribuiu mensalmente com a Corporação Musical, permitindo a remuneração mensal dos músicos e outras despesas menores. O Convênio foi renovado em agosto de 2014 e aditado em 2015 com encerramento em julho de 2016, havendo incerteza quanto a nova extensão de prazo em razão de novo mandato a ocorrer em janeiro de 2016. Apesar da importante participação da prefeitura municipal os recursos não são suficientes para cobrir despesas de reparos de instrumentos, aquisição de materiais de reposição, pagamento de professores, despesas com contabilidade e cartorárias e materiais de limpeza, entre outras. Em razão de impossibilidade contratual a aquisição de instrumentos não é prevista nos termos do convênio.

A nova gestão, exercida pelo seu atual presidente, Rômulo Ferreira de Carvalho, ampliou o projeto da Corporação Musical Nossa Senhora do Rosário de forma a incluir aulas de teoria musical e aprendizes de pífaro, com a necessidade de recursos adicionais.

Primeira década (1968 – 1978): Momento da fundação, formação da primeira diretoria, do conselho fiscal e escolha do nome. Na imagem abaixo vemos o Desfile de 7 de setembro – década de 1970.Entre as crianças, o jovem de 12 anos, Luiz Carlos de Almeida que até hoje é membro da Corporação Musical Nossa Senhora do Rosário.

img-pagina-historia-banda-de-quatis (1)

Em 2008, com a gravação de seu primeiro CD almejaram que ele fosse o ponto de partida para a melhoria das condições de trabalho dos que se dedicam de corpo e alma à Corporação Musical Nossa Senhora do Rosário.

img-pagina-historia-banda-de-quatis (2)

Dois foram os uniformes dos músicos: o primeiro, doação do Sr. Floresta, era azul; o segundo, doação da prefeitura de Barra Mansa. Durante muito tempo usaram calça, meia e sapato pretos, camisa branca.

img-pagina-historia-banda-de-quatis (3)

Segunda década (1978 – 1988): Período em que foi maestro o Sr. Antônio Lopes do Nascimento. Nessa década, criaram o Estatuto da Corporação, fizeram inscrição na FUNARTE, e conseguiram o registro do CNPJ, o que possibilitou o recebimento de alguns instrumentos do Ministério da Cultura.

img-pagina-historia-banda-de-quatis (4)

Terceira década (1988 – 1999): Transferido para São Paulo, o Sr. Francisco Araújo Batista passou por procuração ao Sr. Rui Xavier, a presidência e todos os poderes a ela concernentes. Quando aqui presente, sempre colaborava, não só como músico, mas também quanto às decisões necessárias. Nesse período, o Sr. Antonino Sampaio (Magé) retornou à corporação como seu maestro.

img-pagina-historia-banda-de-quatis (5)

Quarta década (1999 – 2009): Retornou a Quatis, o Sr. Francisco e às funções na Corporação Musical, que necessita de uma sede mais ampla, pois são 30 músicos e quase outro tanto em fase de instrução. O trabalho como sempre é contínuo. Em 2007, o vereador Arquimedes Motinha fez uma indicação que se tornou a Lei nº 592, de 07 de março de 2008, reconhecendo a Corporação Musical Nossa Senhora do Rosário como Bem Cultural do Município de Quatis.

img-pagina-historia-banda-de-quatis (6)

Quinta década (2001 – 2015): Apresentação na Feira da Roça

img-pagina-historia-banda-de-quatis (7)